Meus caros, mais um festival de Cannes.
Um festival onde, este ano, tudo é superlativo. A começar pela bolsa kit do festival: lotada de livros, folhetos, convites, patrocinadores. É para acabar com as costas e coluna dos delegados.
Aliás este ano são 11 mil. Ou seja, muita gente.
Dentro deste caos de informação, todos estão aqui na tentativa de entender as novas formas de conversar com o consumidor. De fazer propaganda criativa.
Todos estão à procura da BIG Idea, aquela que vai quebrar regras, chamar a atenção e gerar vendas.
Fácil? Nem um pouco.
Sinal dos tempos, os teatros com seminários estão mais lotados que os de exibição de filmes.
E a grande estrela deste ano é sem dúvida o seminário do Al Gore.
Mas voltando ao escurinho do cinema o You tube tirou de nós o quesito novidade dos filmes.
O que acontece é que vendo tudo junto percebemos como a criação publicitária anda com as mesmas fórmulas, que nem publicitário agüenta mais. Quanto mais o consumidor.
Para vocês terem um exemplo, categoria Causas nobres, sócias. Tipo Abuso sexual infantil, Minas, AIDS. Todo filme começa ou com um silêncio ou com um piano para criar um clima. Será que não existe uma terceira alternativa? Fica tudo igual.
Este tem sido o desgaste dos comerciais com relação as outras mídias.
Poucas idéias saltam aos olhos.
Na linha trash total tinha um filme que um casal tinha um bebê com bigodinho do Hitler. E o conceito era algo do tipo ninguém nasce um criminoso. De chorar.
Outro filme considerado para leão e o happiness da Coca Cola que também todo mundo cansou de ver na internet.
Outro trash para Honda Motors, um rapaz e um touro estão numa sala de operação e o loc em off diz: “Preparem-se para ter balls to drive”. Ui.
As idéias de mobilização têm aos montes.
Uma que ganhou leão muito boa é da 60 Earth Hour. A ação pedia para as pessoas desligarem as luzes por uma hora. Ação para o aquecimento global.
Segundo o case isto mobilizou a população e rendeu mídia espontânea para a campanha. Aliás, esta é a regra: criar algo que extrapole a linha publicitária e ganhe outros espaços. O tal do insight.
Outro exemplo de idéia que gerou impacto foi o cartaz da Adidas feito com o sangue dos jogadores de Rugby.
Esta ação deu mídia no mundo inteiro e hoje esses cartazes viraram peças de colecionadores vendidos agora em leilões. É uma idéia fora do formato anúncio - filme.
Hoje, essas idéias out the box têm tomado uma proporção cada vez maior na preferência dos anunciantes e talvez seja o sopro de originalidade e frescor que tanto se cobra da publicidade.
Até a próxima.
5 comentários:
Mi, muito legal a iniciativa do blog!
Parabéns!
Saudades de todos!
Gustavo Ramos
http://www.srnoticia.blogspot.com
Nem o tal ad da Adidas eh tão inovador...
A banda KISS já fez isso na decada de 70. Colocaram o sangue dos integrantes misturado na tinta para imprimir os cartazes de promo.
Publicidade tá triste. Ninguém sabe pra onde correr. Então é mais fácil ficar parado, ou voltar atrás.
Baldez
eu gosto de brócolis!
Michele,
Assim como noss amigo Gustavo tb achei boa a idéia do blog.
A reflexão e o conteúdo abriu muito bem a iniciativa.
Bjs
Celso
Frutífera a idéia. Esfuziante o texto. Concatenados os comentários. Só não entendi o brocólis.
Abçs
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